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aguia-ira

FÓRUM DO CAÇADOR

Os textos aqui publicados tem por finalidade estimular e colaborar na difusão de ideias e pensamentos, integrando a comunidade brasileira de pilotos de caça e preservando suas tradições e seu espírito de corpo, bem como promovendo a interação entre seus componentes e a Força Aérea Brasileira.

A partir do número 108 os artigos do FÓRUM DO CAÇADOR não são mais destacados nesta seção. Estão publicados no próprio ABRA-PC Notícias, e ali podem ser acessados.

Os artigos abaixo, destacados dos ABRA-PC Notícias até o número 107, estão listados por ordem decrescente de publicação (do mais recente para o mais antigo).


 

OS ARP (VANT) NA FORÇA AÉREA
(Fórum no 32, jan/fev 2012)


Abandono a Sala de Conferências do Clube da Aeronáutica - Rio após ouvir uma apresentação promovida pela ABRA-PC a respeito da introdução na FAB das Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), conhecidas pelo vulgo como Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Extremamente oportuna, diria, e principalmente pelo nível da ignorância a respeito do assunto por parte deste velho escriba. E que foi superado. Em termos técnicos gerais, deixei o convívio com os apresentadores melhor “municiado”. Entretanto, e como sempre acontece comigo (e outros), certas “raízes conceituais” – ao invés de clarificadas – trouxeram-me “dúvidas atrozes”... Se não vejamos: 

- o que está sendo implantado já merece um ESQUADRÃO NUMERADO? Parece-me que um Grupo de Trabalho (GT) ainda mais ativo, para pesquisar e fornecer esclarecimentos, eliminar as dúvidas naturais provenientes do desconhecimento geral dos efeitos desse “salto tecnológico”, seria mais apropriado. Porém, o Esquadrão já criado! E ativado! Merece reflexão!...

- ao criar uma Unidade Aérea, e ter injetado o ser humano no contexto ("man-in-the-loop") estarão sendo consideradas as suas consequências? Inclusive de carreira (horas de voo, por posto), remuneraçMaj.Brig. Menezesão para compensação orgânica do voo (?), funções administrativas em “UAe novidade” versus as verdadeiramente? operacionais (?). Além disso, e as características psicológicas para o exercício dessa atividade aérea (?). E uma miríade de pequenas questões colaterais. Aliás, a FAB é mestra em “jogar” com seus recursos humanos sem que toda a panóplia daí decorrente tenha sido analisada e avaliada ANTECIPADAMENTE. E vai corrigir (?) após a decisão!!!... Merece reflexão!

- no momento em que um Projeto de Alta Modernidade deste tipo (e, portanto, eivado de questões não-perfeitamente respondidas) adquire “movimento operacional” (como é o caso de um ESQUADRÃO com MISSÃO atribuída), parece ser ABSOLUTAMENTE necessário que o número de interrogações porventura ainda existentes seja próximo de ZERO! O que parece não ser o caso...

- essa MISSÃO ATRIBUÍDA ao ESQUADRÃO é missão da FORÇA AÉREA? E onde ela se encaixa na tarefa de MANTER e CONQUISTAR a SUPREMACIA AÉREA sobre o Território Nacional? Ou, na realidade, é uma OPERAÇÃO ESPECIAL que nem só a Força Aérea pode (e deve) realizar?... Outras Organizações também... E onde entram as Polícias (Federal e Estadual) nisso?

- é uma tarefa experimental ou especial e/ou será incluída como MISSÃO institucional da Força Aérea? Há que conceituar...

- para guarnecer (ou tripular?) esses vetores (hoje voltados somente para a vigilância), que tipo de HOMEM a UNIDADE vai requisitar? São necessários Pilotos de Combate de Primeira Linha para a Vigilância? E precisa ser Piloto de Caça? E precisa ser de carreira? E vai ao posto de General voando (?) os ARP?

- o “voador do veículo” precisa realmente ser Piloto totalmente formado de forma acadêmica (EPCAR-AFA-UAe) ou basta ser um “especialista esperto”? E onde recrutálo? Ou formá-lo? Os exemplos que usam os modelos em uso (USAF Israel) só são “deglutidos” naqueles países... simplesmente “por mobilizar meios e desmobilizar sem dó nem lei”... ou ter que cumprir tarefa (e não missão) exclusiva e pontual! Cirúrgica, melhor dizendo...

- a “extração” de Pilotos de Combate das Unidades de PRIMEIRA LINHA para compor a tropa dos ARP ocorrerá sem “mugidos” e ruídos? Ou para lá vão os que ninguém quer... E aí, vamos compor Unidades Aéreas dos Refugados???... Já vi Unidades Aéreas guarnecidas por “frustrados” e que nunca conseguiram se organizar. E nem cumprir missão... nem em tempo de paz!

- que tipo de motivação terá um “voador de ARP” já que não sente o “fragor da batalha”? Não será a “adrenalina no combate” que induz os neurônios e o espírito do guerreiro até ao sacrifício da própria vida? Estarei sendo muito romântico?...

- não será tudo isso muito “encantamento” por uma tecnologia que outros já conheciam e NÓS ainda não?... Novidade? Só para nós...

- sobre a “compartimentação do voador” em um "shelter" (mesmo com ar condicionado) por 10 ou mais horas, que tipo de resposta psicomental a FAB espera do "man-in-loop"? E a solidão da espera? E a hipnose ocular? E a fadiga psicológica? E a sensação de “guerra nas estrelas”?

- afinal (se é que) é operação cirúrgica e pontual e contribui para as ações bélicas no Teatro ou serve exclusivamente para um fim determinado e instantâneo...

E por aí vai... Não será melhor refletir ANTES DE?...

Lauro Ney Menezes - Maj. Brig. Ref.
Piloto de Caça - Turma de 1948

A LIDERANÇA NA AVIAÇÃO DE CAÇA
(Fórum no 31, out 2011)

A FAB, atualmente, passa por um grande processo de modernização. Novas aeronaves, novos conceitos de guerra, novas táticas. Mas talvez exista uma entidade dentro da CAÇA que deva continuar incólume: A FIGURA DO LÍDER.

E como falar de liderança sem mencionar os heróis do 1o GpAvCa. A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial teve seus motivos políticos e econômicos que não são o foco deste artigo. Mas a volta dos nossos heróis da Itália e a atuação deles no pós-guerra, ah, isso sim, nos interessa muito. Fartamo-nos com seus contos, regozijos e gozações mas, acima de tudo, nos alimentamos de seus exemplos e atitudes forjadas com o calor da batalha.

Muito tempo após a Guerra, já em sua longínqua terra, Santa Maria, em 1963, o Veterano Fernando Péreyron Mocellin, que realizou 59 missões pelo 1o GpAvCa, escreveu o Livro “Missão 60”. Ele relatou que, certa vez, era o reserva de uma esquadrilha e que não esperava decolar. Porém, após várias panes de alguns colegas ele recebera a ordem do Oficial de Operações para liderar um elemento durante um ataque à ponte de Cazarsa, que ficou assim registrado:

Duas Esquadrilhas iam sair sob o comando do Maj Pamplona... Havia um feiticeiro no Campo aquele dia. Éramos nove. Rolamos, fizemos o check. Quatro apresentaram defeitos e o Maj Pamplona me ordenou que liderasse um elemento. Vibrei. Eu era um simples pica-fumo, mas desejava liderar uma Esquadrilha, mesmo que fossem dois aviões... quem diria, líder de Esquadrilha” (MOCELLIM; FERNANDO PÉREYRON, 2010, p. 174).
Que orgulho! Liderar!

Como passar pela campanha da Itália e não falar em Nero Moura! Mocellin (1963) contou que NOSSO COMANDANTE era um cavalheiro. Em certa missão de ataque, perto de Alessandria, Nero era seu líder de esquadrilha e ordenou-lhe um mergulho sobre três viaturas. Mas Mocellin sabia que ali não havia FLACK. Se tivesse, tinha certeza que não o mandaria. Ele teria descido primeiro. Sim, ele em pessoa, Nero Moura (MOCELLIM; FERNANDO PÉREYRON, 2010, p. 195).

Que orgulho! Que honra, ter sido liderado por Nero Moura!

Cabe nesse momento avançar no tempo e usar esses exemplos para algumas análises conceituais.

No curso de Ala Operacional e no Curso de Liderança de Esquadrilha de Caça o “pica-fumo”, “pixoxó”, “novinho”, “aspira”, ou outro termo que indique a situação de piloto em formação, aprende que a figura do Líder da Esquadrilha tem total prevalência sobre seus liderados.

Por projeção, ocorrem situações semelhantes para os Líderes de Missões Aéreas Compostas na condução dos voos de Pacote. Os outros componentes da formação projetam nessas pessoas um referencial de competência e de liderança situacional que os conduzirão ao sucesso da missão.

Mas será que somente pelo fato de um piloto ter sido designado para liderar formações e possuir centenas de horas de voo o habilitam a ser considerado pelas outras equipagens de combate como um LÍDER?

Poderíamos questionar se a conduta desses profissionais durante voos, campeonatos e demonstrações, foi suficiente para despertar nos seus liderados o respeito, a admiração e a confiança. E como é vista, hoje em dia, a atividade da liderança na aviação de caça?

Nossos pilotos em formação ainda se sentem motivados pela busca dessa condição?

A capacitação técnica, sem sombra de dúvidas é extremamente necessária para que o processo de condução de um voo de esquadrilha seja executado com sucesso, mas quando dissociado da habilidadehumana de se relacionar com seus pilotos, se torna ineficaz.

E como são vistos nossos líderes? Como se relacionam com seus liderados?

Existe competência no relacionamento humano para que sejam vistos como líderes ideais que são capazes de vender suas intenções e métodos e de conquistar a confiança dos seus alas em prol do cumprimento da missão?

Tentando responder a tantos questionamentos, buscamos na maneira pragmática de Peter F. Druker (autor consagrado sobre liderança e administração) tratar o termo LIDERANÇA, analisando certas situações tão corriqueiras para nós caçadores.

Peter F. Druker (1996) mencionou que dentre todos os líderes com quem trabalhou pôde observar uma qualidade indispensável na condução de equipes para o sucesso: RESPONSABILIDADE.

A questão também pode ser tratada assim: líderes natos podem existir, mas com certeza poucos dependerão deles. A liderança pode e deve ser aprendida, segundo Peter F. Drucker (1996). Teria sido o Ten Mocellin designado para liderar pela primeira vez, durante a Guerra, pelo seu Oficial de Operações, de forma leviana? Teria a Guerra dado àquele “pica-fumo”o amadurecimento necessário ao desempenho da função? Liderança não quer dizer posição, privilégios ou títulos. Significa RESPONSABILIDADE.

Os líderes são bastante visíveis, portanto servem de exemplo, segundo Peter F. Drucker (1996). Essa definição retoma a cavalheiresca postura adotada por Nero Moura diante do seu Tenente ao enviá-lo ao ataque às viaturas. Ele, Nero Moura, o LÍDER, focado no cumprimento da missão, jamais colocaria seu ala numa situação desfavorável!

No intuito de valorizar a formação dos líderes da aviação de caça, assim como ressaltar a importância e a RESPONSABILIDADE dessas pessoas na condução de seus alas e comandados, esse texto visou criar questionamentos e suscitar nossos líderes à reflexão.

Como frase de fecho, cita-se mais uma vez Peter F. Drucker (1996) que afirmou:

“LÍDER É ALGUÉM QUE POSSUI SEGUIDORES”

Helmer Barbosa Gilberto - Maj. Av.
Piloto de Caça - Turma de 1996
Comandante do Corpo de Alunos da EAOAR
A ESQUADRILHA É UM PUNHADO DE AMIGOS
(Fórum no 30, abr 2011)

esquadrilha de 5 F-5EM

 

 

Todos nós conhecemos como começa o “Bandeirantes do Ar”, hino que nos acompanha desde a EPCAR. Alguns devem saber que este mesmo hino foi composto por um militar oriundo da tradicional Marinha do Brasil. No entanto, fazendo uma reflexão numa solitária corrida matinal, me dei conta de que esta frase deveria ser cultuada pela Aviação de Caça, e por isso me cocei para escrever algumas palavras ao Boletim da ABRA-PC.

O cadete da AFA dificilmente entende a função do ala. Na concepção dele, o ala, burro, deve apenas manter posição, em poucas missões de Formatura Básica. Não há nele, nem há com incutir isso, a percepção de que o ala presta apoio mútuo, e é aquele que compõe o elemento, unidade mínima de combate. Só começamos a perceber tal coisa, e sentir necessidade, no curso de Caça, formação que nos torna efetivos combatentes. No 2º/5º GAV sentimo-nos braço armado, e nos são forjados os sentimentos da necessidade de apoiarmos o líder, mesmo com o sacrifício da nossa vida.

Ao prosseguirmos na nossa ascensão operacional vemos que o “ala burro” vai dando lugar ao perito guerreiro, que pensa e trabalha com maestria nas missões de combate, apoiando o líder como todo Ás gostaria. O foco muda. O ala é O amigo. Amigo de todas as horas. Não é a toa que falamos, com peito aberto: “O Zé é meu ala!”. O ala é o cara com quem nós podemos contar pra qualquer coisa. É o cara, que quando você olha pro lado, ele está lá. Pronto.

Não há dúvida de que ele é capaz, o líder sabe que ele vai dar conta do recado! O bom ala, o bom amigo.

E a Caça tem os nossos alas. Temos grandes amigos de turma, de infância, etc. Mas há aqueles que chamamos verdadeiramente de ala, que fortaleceram a grande amizade, baseada em lealdade, confiança, honestidade e respeito. Mais ainda, o ala pode ser mais antigo, pode ser da turma, pode ser mais moderno. Meus amigos são da Caça, e é isso tudo. Mas é, e sempre será, o amigo ao qual corremos quando precisamos, mesmo que não esteja mais na Caça. Porque sabemos que ele foi formado em uma escola, que forja o Ala dentro das mais rígidas exigências, numa escola única.

Hoje agradeço à Caça. Agradeço pelos amigos que tenho. Meus alas. Alguns, já na reserva, nem pude voar com eles (honra de liderar o Cel. Duncan, que fique registrado), que são parte da Caça. Que leio e ouço suas histórias, aprendendo a cada dia. Outros me comandaram, me deram exemplos, os quais compartilho sempre que possível. Amigos, que encontramos nas aerovias, que também são nossos alas. Por isso agradeço à Caça, que me fez ala, e me deu os maiores alas. Meus amigos.

Por isso, volto a dizer, que certo é dizer “A Caça é um punhado de amigos, a vibrar e a vibrar de emoção.” Os amigos Caçadores, estão por toda parte do país. É só olhar para o lado, que você vai encontrar um ala!

Maj. Av. Newton de Abreu Fonseca Filho
Piloto de Caça - Turma de 1997

ENCANTAMENTO VERSUS REALIDADE
(Fórum no 29, fev 2011)

O mundo aeronáutico militar vem, cada vez mais, demonstrando seu encantamento com o crescimento multiplicativo da tecnologia que apóia a capacidade operacional e do armamento de bordo de suas aeronaves de combate. A tal ponto vai esse encantamento que até, por absurdo, o tripulante – o combatente – e sua presença a bordo começa (?) a ser questionada. Possivelmente vem daí a titulação de “gerente de sistema” para o soldado-do-ar do futuro.

“Menas força”, diria um profissional que acredita na realidade proveniente do “estar em combate” já que – quase sempre – essa postura acadêmica (acima mencionada) não condiz com os testemunhos e relatos captados dos “homens em armas” que habitaram os céus nas refegas das guerras mundiais. Ou qualquer guerra...

A tal ponto chegou o “encantamento pela tecnologia embarcada” (e seus resultados), que essa mesma “comunidade acadêmica”, (não os combatentes) , tem sido totalmente dominada pelo “endeusamento “desses sistemas e, com isso, vende teses que somente poderão vir a ser comprovadas no pós-combate, e para ser relatada pelos que “dele voltaram...”

Vencer uma batalha no ar (ou qualquer batalha) sobrevem de diversos fatores, porém, o mais crucial – a despeito de quantos “giga” estejam a bordo – é a motivação do Piloto de Combate e sua crença na causa... Que é o que pode levá-lo, por decisão própria, até ao “supremo sacrifício”. E nada mais... E a história – além da nossa visão antecipativa – aí está para provar: o rumo da batalha muda em função do peso da vontade do guerreiro. Muito mais do quê... Mercenários são uma paupérrima e falaciosa substituição dos patriotas. A crença na causa transcende às diversas formas de motivação, e é grande impulsora do homem na guerra. A história do mundo está repleta de batalhas em que soldados extremamente profissionais foram derrotados por grupos maltrapilhos e mal equipados, que se moviam e guerreavam movidos pela (e na) crença!

“Espírito indômito, corajoso e heróico” não freqüentam os teclados dos computadores de bordo, mas são a força – motriz que faz com os cérebros e os membros respondam aos comandos, estimulados pela fé...

Os combates no ar duram intensos e mínimos segundos de tempo e é difícil, se não impossível, contestar que, no calor da batalha, o guerreiro estará – antes de mais nada – concentrando todas suas energias, pensamentos e funções vitais para se contrapor ao oponente. Nestes segundos, a convicção, que sustenta os seus propósitos, não está inserida na capacidade da memória dos computadores de sua máquina de fazer guerra...

Lealdade é outro sentimento que solda as peças que são capazes de conduzir o combate com determinação. E intimorato... A indispensável liderança é outra capaz de induzir os homens ao cumprimento de seu destino de combatente: a missão, “além do dever”...

A despeito da tecnificação oferecida a bordo do vetor, as características do combatente não mudaram através dos tempos e não há dissensão quando se diz que ele “deve possuir uma alma de bravo e um coração de guerreiro”.

Porque coração e não um banco de dados? Os atributos tradicionais permanecem irretocáveis: queremos um Gestor ou um Piloto em Comando? As Forças Aéreas (FAB inclusa) dedicam um grandioso esforço na familiarização dos seus Pilotos com os sistemas eletrônicos embarcados. Não será oportuno, somatoriamente, trabalhar e transformar cada “gatinho em um tigre?

Maj. Brig. do Ar Lauro Ney Menezes
Piloto de Caça - Turma de 1948


 

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