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RELATO SOBRE O ESQUADRÃO "SETA"

O Esquadrão SETA (3o Esquadrão de Instrução Aérea - E.I.A.) foi o Esquadrão que consolidou o retorno da formação de Pilotos de Caça em Natal (RN), com a transferência do E.S.P.C. (Estágio de Seleção de Pilotos de Caça) para o Centro de Aperfeiçoamento e Treinamento de Equipagens (CATRE), em 1975.

Esse Esquadrão, desconhecido por muitos Pilotos de Caça, teve a curta duração de três anos (1975, 1976 e 1977), quando foi extinto, passando a formação dos Pilotos de Caça para o Esquadrão "Joker" (1o E.I.A.), após um período transitório de um ano em que essa sistemática ficou indefinida.

O código-rádio era "SETA" e a bolacha representada por uma seta em forma de bumerangue (porque é lançado, cumpre a missão e volta), acompanhada de outros elementos representativos da aviação de caça.

Desta famosa "seta" se originou a atual insígnia de Piloto de Caça.
(carinhosamente chamada de "sorvetão").
- Nota do gerente do "Portal" -

Seu primeiro e único comandante foi o então Maj.Av. José Carlos Pereira e o quadro inicial de dezessete instrutores recebeu o reforço somente de mais dois oficiais no segundo ano, tendo também, nesse ano, cedido outros dois para o Grupo de Defesa Aérea (G.D.A.).

Nesse período, participou das reuniões da caça em Santa Cruz e Fortaleza; recebeu a visita de uma fração dos F-5, quando chegavam dos E.U.A, liderados pelo então Cel.Av. Lauro Ney Menezes; recebeu a visita do F-103 Mirage; e acolheu o 1o/4o G.Av. nas operações no estande de tiro de Maxaranguape.

Com a sua extinção, tornou-se um desconhecido no âmbito da caça e, com isso, a memória de mais uma unidade aérea que, independentemente da discutível estrutura organizacional em que estava mergulhado e da controvérsia de opiniões a seu respeito, cumpriu magnificamente a missão que recebera, tendo os seus instrutores dedicado-se, naqueles anos, em manter a doutrina operacional e as tradições as aviação de caça e, assim, a sua respeitável história.

Daqueles instrutores, quatro atingiram o generalato e, das três turmas formadas vários são ou já foram comandantes de unidades ou bases aéreas.

Mantenho em arquivo informações, detalhes do seu dia-a-dia e fotografias, como acredito que outros também o façam.
Guardo, inclusive, cópia do livro histórico do Esquadrão.

Depoimento do Cel. Av. R.R. Luiz Alberto Borges Fortes de Athayde Bohrer (Piloto de Caça formado pelo 1o/4o G.Av. em 1974, instrutor do Esquadrão Seta de 1975 a 1977 e Jaguar de 1979 a 1981).

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DESCRIÇÃO HERÁLDICA DA "BOLACHA"

Essa bolacha é de co-autoria do 1o Ten.Av. Eduardo d'Avila Duprat, responsável pela sua idéia e estrutura principais e do 2o Ten.Av. Luiz Alberto Borges Fortes de Athayde Bohrer que acrescentou alguns elementos complementares.

Escudo estilo português terçado em faixa, filetado em prata, representando a pureza de princípios no cumprimento da missão.

Uma faixa branca, ocupando a metade superior do campo do chefe, é carregada com quatro figuras em goles (vermelho), com formato de bumerangues, formando a palavra "CAÇA", representando o mesmo sentido do emprego dessa arma de caça que é lançada, atinge o alvo e retorna à sua base.

O campo em blau (azul), ocupando a faixa e a metade inferior do chefe, representa a beleza do céu, cenário onde os cavaleiros do século do aço (como nos diz o hino do aviador) se desempenham em luta.

É carregado por três figuras, sendo uma seta branca, filetada em prata, saindo do cantão destro da ponta e apontando para o cantão sinistro do chefe, simbolizando os princípios básicos do emprego da aviação de caça (o Objetivo, a Ofensiva, a Segurança, a Surpresa, a Massa, a Economia, a Mobilidade, a Cooperação e a Simplicidade); um escantilhão em amarelo e um alvo em branco com sua trajetória curvilínea filetados em prata, situados no cantão chefe da destra, representam a tarefa básica da aviação de caça que é a conquista e a manutenção da superioridade aérea.

O contra-chefe, em amarelo, simboliza a riqueza de glória, tradições e doutrina que sustentam o emprego da aviação de caça. É carregado com seis filetes em prata, sendo que três partem do cantão destro da ponta e três partem do cantão sinistro da ponta, todos convergindo para o umbigo, representando a extensa dimensão do alcance da arma aérea.

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