T.Cel.Av.R.R. Gilberto Pedrosa Schittini
Piloto de Caça - Turma de 1971
Este fascículo contém 2 (duas) estórias:
(31-1) ANO DO F-5
(31-2) ANO DO F-5: Visão do Lider da Esquadrilha
ANO DO F-5: VISÃO DO LIDER DA ESQUADRILHA
(Estória 31-2)
A leitura do texto do Schittini povoou minhas lembranças de dores nunca esquecidas, mas serviu também para me acordar de uma hibernação da memória.
Gostaria de contar o que se passou e como vivi o acontecimento doloroso do acidente do Bosco.
Naquele dia fatídico, no qual perdi uma amigo muito querido, parece que tudo começou quando estávamos em órbita em Piraí. Lá, recebi do Controle que a visibilidade estava baixa na cabeceira da pista 14 e com visibilidade ilimitada na 32.
Na verdade, desde a decolagem de Anápolis, já sabíamos que o Galeão estava assim e São José inteiramente visual. Querendo maiores detalhes, troquei então de canal (naquele tempo o F5 só falava e ouvia por um canal)
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e falei com a Torre do Galeão, que confirmou a informação do Controle. Interpretei que seria possível pousar visual na pista 14, ou, na pior hipótese, circular para a 32.
Passei esta informação para a esquadrilha e comandei o início da penetração pelo Berto (no 3 da esquadrilha). Depois de uma órbita, autorizei o Bosco (no 2) a iniciar a penetração; na órbita seguinte, iniciei a penetração.
Ao me aproximar do marcador externo
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, percebi que a névoa tinha um topo de mais ou menos 1500 pés, isto é, era possível passar o marcador externo completamente visual sobre o colchão branco abaixo. Olhando para frente, a visibilidade era de fato limitada.
Ao passar para o canal da Torre, ouvi a chamada insistente pelo no 2 da esquadrilha. preocupado, mantive-me no topo (1600 pés) e olhei para baixo. Do meio da névoa saia uma coluna de fumaça negra já vista por mim noutras vezes onde a tristeza e a solidão das perdas tomaram conta da minha alma.
O Bosco morreu! - foi o que pensei, ali, naquele momento. Pensando e repensando mil coisas, segui em frente no topo da névoa, avistei a pista logo à frente, fiz o pilofe na 14 e pousei, sem saber exatamente o que estava fazendo.
No chão, soube que o Berto iniciara o ILS e abortara o procedimento, iniciando o pilofe para a 14 ao avistar a pista. Inexperiente com o vôo de caça, a Torre pediu para que o no 2 fizesse 360o, a fim de obter separação do no3.
Nessa curva, não sei se voando por instrumentos, ou no topo da névoa, o Bosco perdeu o controle do F-5 e bateu no chão nas redondezas da Caxias (marcador externo).
Esta é a primeira vez que conto essa história para além dos amigos íntimos. Antes, contei-a para o Rosalvo, que, se não me falha a memória, fez a investigação do acidente.
Na época, ouvir as gravações do papo rádio da esquadrilha foi enormemente dolorido.
Recordar o acidente nunca foi sem dor para mim.
Embora não tenha culpa pelo acidente, para mim, tudo o que aconteceu naquele dia com a esquadrilha foi de minha responsabilidade, já que as decisões cabiam exclusivamente a mim como líder.
Pousar ou não no Galeão foi minha decisão solitária e de mais ninguém.
Os fantasmas daquele acidente me assolaram até hoje, quando, enfim, ao contar o que se passou naquele dia planejado para alegrias e vivido em tristezas, afastei-os para longe de minhas recordações.
Acho que, finalmente, consegui me despedir do meu amigo Bosco.
Que as lágrimas do meu adeus evaporem onde as almas do guerreiros descansam da última batalha!
À la chasse!
Cel.Av.R.R. Tacarijú Thomé de Paula
Piloto de Caça
Este fascículo contém 2 (duas) estórias:
(31-1) ANO DO F-5
(31-2) ANO DO F-5: Visão do Lider da Esquadrilha
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NOTAS DO GERENTE DO SÍTIO:
(1)-Hangar do Zepelin = Local, na Base Aérea de Santa Cruz (Rio), onde eram guardados os Dirigíveis Zepellin e Hindenburg quando vinham ao Brasil (bom local para ser visitado).
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(2)-"Tactical Fighter Squadron" = Esquadrão Tático de Caça.
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(3)-"unforgiving" = não perdoa, não deixava passar nenhum erro.
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(4)-"an outstanding decision" = uma decisão importante.
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(5)-Galeão = Base Aérea do Galeão (Rio), onde também está localizado o Aeroporto Internacional e por conseguinte, os aviões comerciais têm prioridade de operação.
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(6)-"slots" = "fendas" no caso significa um intervalo de tempo alocado para o pouso de uma aeronave.
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(7)-VOR = do inglês "Very High Frequency Omini Range" - procediemto de pouso por instrumentos, utilizando o equipamento receptor de rádio que indica, ao piloto, a direção em que se encontra a estação transmissora de "VOR".
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(8)-"aviações" = no caso significa "servir" em outros esquadrões que não são de aviões de Caça.
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(9)-F5B = O F-5 modelo "B", é um avião de dois lugares (duplo-comando) projetado para ser o avião de instrução do F-5 modelo "A". Servia para instrução do F-5 modelo "E", porém era bem diferente e mais antiquado do que este.
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(10)-Descida Hotel = os procediemtos para descida sem visibilidade (por instrumentos) são padronizados para cada local e recebem o nome das letras. No caso a letra "H" (hotel). Isto significava que para o Galeão tínhamos, no mínimo oito procedimentos (A,B,C,D,E,F,G, & H).
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(11)-ILS = do inglês "Instrument Landing System", equipamento eletrônico especial para facilitar a aproximação para pouso sem visibilidade (por instrumentos).
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(12)-pilofe = do inglês "peel-off", manobra efetuada antes do pouso, visando reduzir a um mínimo o tempo em que a aeronave fica indefesa e exposta ao ataque inimigo. Hoje a palavra foi aportuguesada para "pilofe".
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(13)-pista 14 = o número da pista indica a sua orientação magnética. O avião que for decolar, ou estiver pousando, estará com sua bússola indicando 140 gráus magnéticos.
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(14)-arremetida, tráfego curto = desistir do pouso (arremeter) e fazer curva (normalmente pela esquerda) e voltar para fazer o pouso final.
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(15)-ângulo de ataque = ângulo entre a linha longitudinal do avião e a linha imaginária de seu deslocamento no ar.
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(16)-"burbs, buffets" = termos aeronáuticos do inglês, algo parecido com tremidas, solavancos e guinadas.
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(17)-15 nós = unidade de velocidade usada em aviação e marinha. 15 nós equivalem a ± 28 km/h (vem da palavra inglesa "knot").
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(18)-afterburner = "requeimador" ou pós-combustão é um dispositivo existente nos motores à jato (normalmente dos aviões de caça), que permite requeimar os gases de escapamento criando assim um empuxo adicional (... e um aumento descomunal no consumo!)
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(19)-"we've hit a buzzard" = atingimos um urubu.
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(20)-"it sounded like a 35" = o "impacto" foi parecido com o do canhão antiáereo de 35 milímetros de calibre.
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(21)-"yeah, it probably does,..." = é, provavelmente parece com um 35, mas foi um urubu, um daqueles pássaros pretos à nossa volta, melhor voltar e dar uma olhada.
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(22)-G's = símbolo de gravidade, medida de aceleração. Em aviação, refere-se às acelerações (cargas) geradas pelas mudanças na direção de vôo da aeronave.
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(23)-"by de book" = como diz o livro, de acordo com as regras.
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(24)-perna base = posição no tráfego visual, onde a aeronave se encontra a 90 gráus com a pista, antes de fazer a última curva para a posição "final" de pouso.
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(25)-"push the stick" = "empurre o manche". Esta frase dá muita confusão, pois os brasileiros entendem o som da palavra "push" com "puxe", o sentido é exatamente o contrário!
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(26)-fator de carga = o mesmo que "G"
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(27)-manche = alavanca de comando de inclinação longitudinal e lateral dos aviões (principalmente os de Caça).
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(28)-debriefing = Reunião dos componentes do vôo, para "avaliar" com foi a missão. Hoje a palavra foi nacionalizada para "debrifim". A reunião antes da missão, é o "brifim".
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(29)-pré estol = o "estol" é o fenômeno da perda de sustentação aerodinâmica do avião. No caso, chegou quase ao estol!
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(30)-"stick forward" = manche para frente, empurre o manche!
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(31)-"hot" = "quente", o ambiente ficou tenso.
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(32)-"ups, roger" = "desculpe", ok, vou fazer...
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(33)-perna do vento = posição no tráfego visual, onde a aeronave se encontra paralela à pista e em sentido contrário ao pouso. Logo após curvará para a "perna base" e então para a "final" de pouso.
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(34)-Escola = no caso se refere à Escola de Especialistas da Aeronáutica EEAer que fica na Cidade de Guaratinguetá (SP) e é responsável pela formação de sargentos especialistas.
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(35)-canibalização = termo usado em aeronáutica, que significa retirar peças de uma aeronave para usar suas partes como suprimento para outras. Acontece que a frequente utilização deste procedimento acaba condenando "à morte" a aeronave "doadora".
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(36)-0,5% RPM = metade de 1(um) por cento de rotação por minuto.
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(37)-ANCE & MEL = a sigla brasileira ANCE para "Aeronave Não Completamente Equipada" alerta que alguns equipamentos da aeronave (militar) não estão funcionando, já a sigla inglesa MEL, para "Minimum Equipment List" trata de uma lista com o mínimo de equipamentos que devem estar funcionamndo para que uma aeronave comercial possa voar.
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(38)ADF = do inglês "Automatic Direction Finder", equipamento eletrônico que indica a direção de uma estação transmissora de rádio. Embora antiquado, ainda hoje é usado para auxiliar a navegação aérea. As"velhas águias" o chamam de "radio goniômetro"
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(39)-20 KM NIL 8SC600 = codificação de boletim meteorológico que significa: 20 quilômetros(km) de visibilidade, nada de anormal (NIL) e camada de nuvens tipo estratocúmulo (SC) a 600 (seiscentos) metros, cobrindo todo céu (8 oitavos da área do céu).
(40)-QAM & METAR = a codificação para o boletim meteorológico antigo era chamada pela sigla QAM e a atual é chamada de METAR, na realidade não têm traduções.
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(41)-"any way" = de qualquer maneira
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(42)-Subida 11 = os procedimentos para subida (por instrumentos) são padronizados assim com os de descida. As subidas recebiam numerações, ao contrário das descidas que recebiam o nome das letras. No caso o número "11". Isto significava que para o Galeão existiam no mínimo 11(onze) procedimentos de subida diferentes.
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(43)-"piece of cake" = "pedaço de bolo", gíria que significa "coisa fácil"
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(44)-DME = do inglês " Distance Measuring Equipment", equipamento eletrônico que indica a distância (em milhas marítimas) de uma estação transmissora especial. Normalmente, a estação DME funciona acoplada a uma estação de VOR e é conhecida como VOR-DME.
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(45)-IMC = do inglês "Instrument Meteorological Conditions", ou seja "condições meteorológicas de vôo por instrumentos".
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(46)-18.000 ft = 18.000 pés (feet) de altitude, o que equivale ± 5.500 metros.
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(47)-"looping" = acrobacia que consiste em efetuar uma "cambalhota" para trás.
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(48)-oito cubano = acrobacia na qual o avião descreve um "oito" na vertical.
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(49)-tuneau (ou tunô) vertical = palavra franceza. Acrobacia na qual o avião faz uma volta em torno do seu eixo longitudinal.
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(50)-indicador de atitude = instrumento que indica ao piloto, qual a posição do horizonte da Terra em relação ao (nariz do) avião. Também é conhecido como "horizonte artificial".
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(51)-"rendez-vous" = palavra franceza que significa "encontro". Em aviação, tradicionalmente, significa o local em que os aviões de caça se reunem com a formação de aviões de bombardeio que irão escoltar.
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(52)-pouso na ala = pouso de dois aviões juntos, ainda em formação de esquadrilha.
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(53)-canopi = capota da cabine dos aviões de caça - vem do inglês "canopy"
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(54)-Palmdale = Cidade do Estado da Califórnia (EUA), onde estava a fábrica de montagem do F-5 da Northrop.
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(55)-PARASAR = Esquadrão de Busca e Salvamento (Search And Rescue) que é especializado no uso de PARAquedas para chegar ao local de salvamento.
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(56)-"Controled Flight into Terrain = "Vôo controlado contra o solo", é a maneira "moderna" de se dizer que o avião colidiu com o solo sem ter problemas estruturais.
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(57)-A3 = Oficial de Operações (3) do Estado Maior (A).
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(58)-Cheque de olhos vendados = prova em que os pilotos, com os olhos vendados, têm que reconhecer todos os dispositivos e instrumentos da cabine do avião.
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(59)-"on the numbers" = "sobre os números", pousar logo no início da pista onde estão pintados os números que a identificam.
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(60)-"air brake" = freio aerodinâmico
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(61)-F5F = O F-5 modelo "F", é um avião de dois lugares (duplo-comando) projetado para ser o avião de instrução do F-5 modelo "E" do qual é derivado.
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(63)-... ouvia por um canal = os aviões da Caça da FAB, normalmente, têm dois rádios de comunicações (em VHF) e o piloto consegue ouvir ambos ao mesmo tempo.
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(64)-marcador externo = ponto de um procedimento de aproximação ILS, no qual o piloto recebe um aviso (luz e som) de que está se aproximando da pista. Existem ainda o "marcador médio" e o "marcador interno" (que esta bem próximo à pista).
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